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Noticia postada em 29.07.2010 às 11h00

Ata do Copom destaca redução dos riscos inflacionários

Por: Algomais
Mantega otimista de que a inflação não vai subir
Mantega otimista de que a inflação não vai subir

Da Redação do UOL 

O Banco Central (BC) avaliou nesta quinta-feira que os riscos para um cenário inflacionário se reduziram, o que justificou a decisão de abrandar o ritmo de aperto do juro básico na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

"Note-se ainda que há sinais de que a economia tem se deslocado para uma trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo", apontou na ata da reunião em que a a taxa básica de juros (a Selic) foi elevada em 0,5 ponto percentual. A Selic passou de 10,25% para 10,75% ao ano.

Foi a maior taxa desde março do ano passado, quando estava em 11,25%, e a terceira alta seguida. A decisão foi unânime entre os integrantes do Copom.

Segundo a ata, ainda que decrescentes, os riscos ao cenário inflacionário estão restritos ao âmbito interno, com expansão da demanda doméstica. "É plausível afirmar, entretanto, que os fatores de sustentação desses riscos mostram desaceleração na margem", acrescentou.

Por outro lado, segundo a ata, a influência do cenário internacional sobre a inflação doméstica "passou a revelar um viés desinflacionário".

A próxima reunião do Copom será realizada nos dias 31 de agosto e 1º de setembro.

A Selic é a taxa básica de juros. Ela baliza os juros cobrados quando se parcela uma compra ou se pede dinheiro emprestado no banco.

Se os juros básicos aumentam, as lojas fazem o mesmo com o crediário. Os juros que o consumidor paga chegam a ser dez vezes maiores.

Enquanto a taxa básica está entre 10% e 11% ao ano, os juros cobrados no comércio, quando se compra uma televisão a prazo, por exemplo, são quase dez vezes superiores. Nas lojas, os juros do creditário chegam a 98,5%, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

“Nessa conta, os bancos incluem o compulsório [dinheiro que os bancos são obrigados a deixar no Banco Central], impostos, inadimplência e lucro”, diz o consultor financeiro Renato Roizenblit.

 

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